sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Fim de amor


Eu tenho um coração
Que você não vê
Eu tenho um coração
Dentro do meu ser

Mas nesse coração
Não existe mais amor
Não existe aqui
Nada para você

Eu só tenho um coração
Cansado de apanhar
Cansado de te amar
Cansado de sofrer

Pois você não me deu valor
E agora sente essa dor
Que te consome por dentro

Que arrasa sua alma
E isso não te acalma
É seu o lamento

Mas você agora não me tem
Eu não sou mais seu
Você tem que admitir
Que me perdeu.




sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Fera


Intrínseca ao teu ser
Abrupta e formidável
Concreta ao conviver
Fera louca indomável

O nada de nada em ser
Por nada implacável
Segues no seu viver
É consigo incontrolável

Em teu cálice a beber
Do nada incomparável
Novamente em teu viver

Sofrendo por fera ser
Somente por bela ser
Fera louca indomável.



sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Do contra


Eu estou no lado oposto
Ao outro lado
Que não é o lado certo
E nem é o lado errado

E queria mesmo era estar
Naquele lugar do caralho
Onde tudo se pode brincar
E tudo se pode fazer

Sem ter necessariamente que
Ser morto por um louco fardado,
Fardado ao incômodo

De ter que cegamente obedecer
A qualquer outro louco pirado
Que estiver no poder.




sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Depressão


Rasgo minha carne
Com repúdio à vida
Por simplesmente estar aqui
Por causa dessa dor
Que me consome
Que me maltrata
Que me tira à fome
O sono, os sonhos,
A alegria e os sorrisos
E fico assim
Como se nada fosse lógico
Como se tudo
Não passasse de bobagem
Nada importa
Nenhum sentimento
Nenhuma pessoa
Elas se transformam
Em monstros desgraçados
Que não estão nem aí
São como a chuva que cai
Apenas cai sem sequer
Saber por que ou como
Apenas vão
Seguindo fielmente
O seu caminho
Que as aprisiona
Dentro de si mesmas
Nem o amor que dizem
Ser tão especial e belo
Dentre todos os sentimentos
Não faz o menor sentido
Nem poderia.

“Dedicado à uma amiga”



sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Contradições


O amor é lindo
E também é feio
O amor é meu
E também é alheio

E isso não é contraditório
É assim que acontece
Esta é a natureza
Apenas isso não a desmerece.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Carnavais

Ah! Se eu pudesse dançar agora,
Com meu amor
Ao som daquela nova bossa
Ah! Se eu pudesse cantar agora,
Com meu amor
O som daquela nova bossa
Porém, o tempo não volta,
Ah! Se eu pudesse pular agora
Aqueles carnavais de outrora
Passar a noite contigo
Pulando, dançando até a aurora,
Mas hoje não posso fazer nada assim,
Pois, a velhice não me ignora,
Ela não tem pena de mim,
E você me largou naquela aurora
Passamos a noite juntos
Mas bem cedo você foi embora,
Hoje só me resta à saudade,
Daqueles carnavais de outrora
Pois, os de hoje não são mais aqueles,
Não existem mais aquelas auroras,
Se perderam aquelas marchinhas
Se perderam aquelas bossas
E eu perdi você para sempre
Naquele romper de aurora.

“Ao Mestre Jaime que tanto nos inspira”



Este poema foi musicado pelo meu parceiro musical, Chico do crato. Para ouvir a música clique aqui: www.recantodasletras.com.br/canções

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Ao leitor


Ei curioso: -Uma coisa quero lhes contar,
Eu coloquei aqui esses versos
Para gente que gosta, que não gosta,
E para gente que ainda vai gostar.

Pois vou seguindo minha vida
Fazendo versos dia após dia
Até quando da malvada morte
Eu não conseguir mais escapar.

Espero que goste dos textos
Pois estes são modestos feitos
Que devem ter vários defeitos
Mas, com carinho, consegui realizar.

Peço apenas que não me julguem
Porque escrevo só para representar
Vida, morte, natureza, o de dentro o de fora,
Ou, um simples alguém que está a amar.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Amor concreto


Amor romA
Conector rotcenoC
Compreensor rosneerpmoC
Calor rolaC
Fervor rovreF
Fulgor rogluF
Sabor robaS
Dor roD
Incolor rolocnI
Ardor rodrA
Devorador rodaroveD
Assustador rodatsussA
Agressor rossergA
Desamor romaseD